Conflitos em Ruanda, Angola, Nigéria, Republica democrática do Cango.
Conflitos em Ruanda, Angola, Nigéria, Republica democrática do Congo.
- Conflitos em Ruanda
Ruanda é um país que sofre com altos índices de mortalidade infantil, pobreza, subnutrição, analfabetismo, entre outros problemas sociais.
Localizado no continente africano, Ruanda possui um território montanhoso e sem saída para o mar, fazendo fronteiras com Burundi (ao sul), República Democrática do Congo (a oeste), Uganda (ao norte) e Tanzânia (a leste).
O processo de dominação alemã na região que atualmente corresponde a Ruanda teve início na segunda metade do século XIX. Com a derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Bélgica assumiu o controle de Ruanda. Entretanto, com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), a Organização das Nações Unidas (ONU) ficou responsável pela administração do país africano. A independência nacional só foi conquistada em 1 de julho de 1962.
Ruanda é um país marcado pelos conflitos entre dois grupos étnicos: hutus (90% da população) e tutsis (9%). Durante o processo de colonização feito pela Bélgica, os tutsis, mesmo sendo minoria, foram os escolhidos pelo poder colonial para governar o país.
- Conflitos na Angola
| Bandeira da Angola |
Angola é um país da costaocidental da África, cujo território principal é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico.
Uma antiga colônia de Portugal, foi colonizada no século XV, e permaneceu como sua colônia até a independência em 1975.
Uma antiga colônia de Portugal, foi colonizada no século XV, e permaneceu como sua colônia até a independência em 1975.
Até o contato com os portugueses no século XV, a região é habitada por tribos que praticam agricultura itinerante e criação de animais e pagam tributos ao Reino do Congo.
A colonização portuguesa funda cidades, como Luanda, em 1576, e Benguela, em 1617, que servem de base para o comércio de escravos.
Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 3 milhões de angolanos são enviados como escravos para o Brasil. Explorando rivalidades tribais, os portugueses expandem seus domínios.
As fronteiras oficiais são estabelecidas na Conferência de Berlim (1884-1885), que define a partilha da África entre potências europeias.
A colonização portuguesa funda cidades, como Luanda, em 1576, e Benguela, em 1617, que servem de base para o comércio de escravos.
Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 3 milhões de angolanos são enviados como escravos para o Brasil. Explorando rivalidades tribais, os portugueses expandem seus domínios.
As fronteiras oficiais são estabelecidas na Conferência de Berlim (1884-1885), que define a partilha da África entre potências europeias.
- Conflitos na Nigéria
| Bandeira da Nigéria |
O conflito nigeriano, começado em 2009 pelo Boko Haram, já ceifou a vida a mais de 15.000 pessoas. Milhares de crianças-soldado foram enviadas para a morte pelo grupo terrorista que tenta criar um estado islâmico em África.
Os números foram divulgados esta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No comunicado divulgado pela organização, o número de crianças que são usadas em ataques como "bombas humanas" quadruplicou em comparação a 2016. Só no primeiro semestre de 2017, 83 crianças foram usadas para se fazerem explodir. Destas, 55 eram raparigas com idades inferiores a 15 anos. Há ainda 27 rapazes entre as vítimas e um bebé que estava agarrado a uma jovem que se fez explodir.
A Reuters informa que o ano passado foram usadas 19 crianças como veículos humanos de bombas.
A Reuters informa que o ano passado foram usadas 19 crianças como veículos humanos de bombas.
A organização internacional de auxílio a crianças está "muito preocupada com o aumento cruel e aterrador de crianças, especialmente raparigas, como 'bombas humanas'", ressalvando que estas crianças são, acima de tudo, "vítimas, não perpetradores".
Em Março de 2015, o Boko Haram, jurou fidelidade ao auto-proclamado Estado Islâmico e organizou ataques suicidas em países como os Camarões e o Níger, lembra o jornal Público.
O Boko Haram ganhou destaque internacional em Abril de 2014, quando raptou 270 raparigas na cidade nigeriana de Chibok, sendo que algumas delas conseguiram fugir e outras foram libertadas já este ano. Estas meninas foram usdas como escravas sexuais e como veículos de ataques. "O uso de crianças nestes ataques tem um impacto adicional de criar suspeita e medo sobre as que foram libertadas, salvas ou que fugiram ao Boko Haram", declara a Unicef. Dessa forma, "muitas dessas crianças […] enfrentam a rejeição quando tentam reintegrar-se nas comunidades, aumentando o seu sofrimento".
Em Março de 2015, o Boko Haram, jurou fidelidade ao auto-proclamado Estado Islâmico e organizou ataques suicidas em países como os Camarões e o Níger, lembra o jornal Público.
O Boko Haram ganhou destaque internacional em Abril de 2014, quando raptou 270 raparigas na cidade nigeriana de Chibok, sendo que algumas delas conseguiram fugir e outras foram libertadas já este ano. Estas meninas foram usdas como escravas sexuais e como veículos de ataques. "O uso de crianças nestes ataques tem um impacto adicional de criar suspeita e medo sobre as que foram libertadas, salvas ou que fugiram ao Boko Haram", declara a Unicef. Dessa forma, "muitas dessas crianças […] enfrentam a rejeição quando tentam reintegrar-se nas comunidades, aumentando o seu sofrimento".
- Conflitos na Republica democrática do congo
| Bandeira da Republica democrática do congo |
A guerra no Congo (antigo Zaire) terminou oficialmente em 2003, mas o país continua sendo palco de conflitos e enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo. Apesar de ser rico em diamantes, ouro e outros minérios, milhões de congoleses ainda sofrem com a letal combinação de doenças e fome causadas pelo atual conflito, que ocorre no leste do país e os obriga a abandonar suas casas. A origem do confronto na Província Kivu do Norte data de 1998, quando teve início uma guerra de cinco anos, que deixou 4 milhões de mortos - o conflito mais mortífero no mundo desde a 2ª Guerra - e 3,4 milhões de refugiados. Ela foi detonada após o genocídio de 1994 na vizinha Ruanda, onde 800 mil tutsis foram assassinatos pelos hutus. Em 1996, o governo tutsi, que assumiu o poder depois da guerra, invadiu o Congo para perseguir os rebeldes hutus e deu início à guerra, que envolveu, além de Ruanda, Angola, Uganda, Zimbábue e Namíbia. Eleito presidente em 2006, Joseph Kabila conseguiu desmobilizar vários grupos rebeldes e integrá-los ao Exército congolês. No entanto, o general Laurent Nkunda rejeitou o acordo e formou uma milícia para, segundo ele, proteger os tutsis da região de Goma, na fronteira com Ruanda. Intensos conflitos entre os homens de Nkunda e o Exército estão arrastando o país de volta na guerra. A história do país tem sido marcada pela corrupção e guerra civil. Depois da independência, em 1960 (era colônia da Bélgica), o país imediatamente encarou um levante militar e uma tentativa de separação da provícia de Katanga, rica em riquezas minerais. Um ano depois, seu primeiro-ministro, Patrice Lumuba, foi seqüestrado e morto por tropas do Exército de Joseph Mobutu. Em 1965, Mobutu tomou o poder, passou a adotar o nome de Mobutu Sese Seko e mudou o nome do país para Zaire. Mobutu tornou o Zaire uma plataforma de operações contra Angola, que era então apoiada pela União Soviética. No entanto, ele também fez o país se transformar em um sinônimo de corrupção. Em 1997, a Ruanda invadiu o Zaire para acabar com os rebeldes extremistas Hutu, o que deu impulso a outros grupos contra o presidente Mobutu. A capital Kinshasa foi capturada rapidamente e o novo ditador mudou outra vez o nome do país para República Democrática do Congo. Entretanto, os problemas continuaram. Kabila se envolveu em uma nova briga com seus antigos aliados - e uma nova rebelião teve início. A Angola, a Namíbia e o Zimbábue tomaram o lado do governo, transformando o país num vasto campo de batalha. O governo deixou de controlar grandes partes do território, o que levou à situação que perdura até hoje. O motivo da guerra é um mortal coquetel de rivalidades étnicas e recursos naturais. A República Democrática do Congo tem o mesmo tamanho da Europa ocidental e mais de 250 grupos étnicos disputando poder e riqueza. Em 1998, rebeldes apoiados por Ruanda e Uganda tentaram depor o ex-presidente Laurent Kabila. Eles o acusaram de deixar grupos rebeldes atacarem os países vizinhos partindo de suas bases no Congo. Os rebeldes estavam a ponto de tomar o poder quando a Angola, o Zimbábue e a Namíbia resolveram intervir em nome do governo congolês depois que a situação parecia estar num grande impasse. A ONU acusou altas autoridades de Ruanda, Uganda e Zimbábue de usar a intervenção no Congo como desculpa para saquear suas imensas riquezas minerais - em especial, os diamante
Conclusão
Os conflitos armados, as epidemias, o agravamento da miséria, o apartheid, tudo contribui para a degradação do continente. Depois da descolonização, as guerras civis tornaram-se constantes, cerca de 20 nações africanas entraram em guerra. O continente africano é rico em minerais, ouro, diamantes, petróleo e outros recursos naturais que deviam potenciar o desenvolvimento, só que são aproveitados por outras potências mundiais, o que provoca conflitos e não contribui para o desenvolvimento do continente. Os europeus com a expansão económica exploraram toda a riqueza que a África possui, deixando ao continente eternos conflitos de fronteiras e religiosos. Os países ricos ainda aproveitam os povos africanos, fazem escravos e traficam milhões de africanos. Um dos problemas históricos que acentua esta degradação é o racismo devido ao apartheid, que gerou discriminação perante as pessoas de outra raça e de outra cor, tal como já foi referido no tema preconceitos e discriminação onde aprofundamos esta questão. Em nenhuma outra parte do mundo a questão racial assumiu questões tão graves como em África. Embora os negros e mestiços constituam 86% da população, só os brancos tinham, todo o poder político, e somente eles tinham direitos civis, o que prejudicou e retardou o desenvolvimento deste continente. E como se espalhou pelo mundo, e o impacto foi tão forte, que, actualmente, as pessoas de outra cor ou raça têm bastantes dificuldades porque são discriminadas e excluídas, o que as impede de ter uma vida normal de arranjar emprego, casa, e consequentemente muitas destas pessoas podem vir a viver na pobreza ou no limiar da pobreza.
Fontes
https://trabalhosbarueri.blogspot.com/2018/03/conflitos-em-ruanda-angola-nigeria.html
https://trabalhosbarueri.blogspot.com
https://trabalhosbarueri.blogspot.com
Fotos
conflitos na africa |
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